Derrotar o “11 de Março” a 10 de Março de 2024
Só por manifesta ingenuidade se poderia imaginar que o Presidente da República não convocasse eleições antecipadas. O governo de António Costa padecia de graves enfermidades e Marcelo Rebelo de Sousa foi célere a declarar o seu óbito.
Apesar do elogio fúnebre com que se despediu do cadáver. E de saber, também, que o presidente do seu partido está longe de garantir a vitória nas urnas. Para ele, o que verdadeiramente importa é que a sua família política ocupe o lugar do morto. Mesmo que acompanhada por gentalha de braços direitos levantados.
Nesta cruzada, Marcelo Rebelo de Sousa não está só. Provam-no os sorrisos rasgados do seu carrancudo antecessor e daqueloutro que já declarou querer substituí-lo no Palácio de Belém.
Perante tal cenário, importa que os cidadãos, em 10 de Março de 2024, ponham ponto final ao “alterne” que os lixa há quase 50 anos; e que não se deixem levar pelos vendedores da banha da cobra…
Só assim derrotarão os saudosos do Marcello1 que caiu em Abril de 1974 e honrarão aqueles que, em 11 de Março de 1975, impediram a golpada spinolista2.
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Notas:
1 – Como recorda a Wikipédia, Marcello (José das Neves Alves) Caetano foi um jurisconsulto, professor de direito e político português. Importante figura do regime salazarista, foi o último Presidente do Conselho do Estado Novo.
2 – O designado Golpe ou Intentona de 11 de Março de 1975 foi uma tentativa de golpe de estado dirigida por António de Spínola. Como refere a Wikipédia, na noite do golpe militar de 25 de Abril de 1974, António de Spínola foi nomeado presidente da Junta de Salvação Nacional, no plano dos capitães. O cargo de Presidente da República (PR) estava reservado a Francisco da Costa Gomes (que foi o segundo PR após a Revolução de 25 de Abril), mas acabaria por ser António de Spínola primeiramente a exercê-lo.
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13/11/2023