“Temos mãe, temos Maria”

 “Temos mãe, temos Maria”

(Créditos fotográficos: Fernando André)

A Igreja Paroquial de Santo António das Antas, no Porto, foi palco da peça “Temos mãe, temos Maria”. A representação do texto, belo, de Jorge Castro Guedes, que também encenou, aconteceu na noite da última sexta-feira (6 de Outubro), perante uma plateia que aplaudiu de pé as interpretações de Kátia Guedes (Maria), Miguel Branca (José) e João Carlos Soares (Arcanjo Gabriel).

Kátia Guedes, Miguel Branca e João Carlos Soares são os intérpretes de “Temos mãe, temos Maria”. (Créditos fotográficos: Fernando André)

“Temos mãe, temos Maria” resulta de uma colaboração da Seiva Trupe com a Comissão Diocesana do Porto da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e do Cabido Portucalense. A peça foi estreada no final de Julho, na Igreja Privativa da Misericórdia, e foi “oferecida” aos peregrinos que passaram pela cidade a caminho da JMJ. Teve quatro apresentações no templo da Rua das Flores e foi agora reposta na Igreja Paroquial das Antas, com o apoio da Junta de Freguesia do Bonfim, autarquia que, hoje (na Rua de Costa Cabral, 128), acolhe a sua sala de espectáculos – a Sala Estúdio Perpétuo –, bem como o escritório, o armazém e a sala de ensaios.

(Créditos fotográficos: Fernando André)

A apresentação de “Temos mãe, temos Maria” proporcionou momentos de grande beleza estética aos espectadores que lotaram a igreja. Por via das interpretações de excelência de Kátia Guedes, de Miguel Branca e de João Carlos Soares, na personagem de Arcanjo Gabriel, que, em muitos momentos do espectáculo, acompanhou a sua bela voz com a poesia da harpa que também tocou. O texto de Castro Guedes apresenta-nos Maria e José profundamente inquietos – logo, humanos – perante o facto de o Arcanjo se preparar para anunciar “a Graça da concepção imaculada do Messias”, que acabará tragicamente morto.

(Créditos fotográficos: Fernando André)

Foram quase 60 minutos intensos de teatro e de música. Graças a um espectáculo que, como sublinhou o actual bispo do Porto, Manuel Linda, “conjuga um texto soberbo com interpretações geniais”. Por conseguinte, está pronto a partir em digressão pelas restantes paróquias da cidade e pelo vasto território que compõe a diocese do Porto. A Seiva Trupe aceitará tal desafio de alma lavada. Assim acontece há 50 anos. Mesmo quando, como agora, é obrigada a lutar pelo direito à vida…

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09/10/2023

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Soares Novais

Porto (1954). Jornalista. Tem prosa espalhada por jornais, livros e revistas. “Diário de Notícias”, “Portugal Hoje”, “Record”, “Tal & Qual” e “Jornal de Notícias” (JN) são algumas das publicações onde exerceu o seu ofício [Fonte: “Quem é Quem no Jornalismo”, obra editada pelo Clube de Jornalistas, em 1992]. Assinou e deu voz a crónicas de rádio. Foi delegado sindical e dirigente do Sindicato dos Jornalistas (SJ) [no biénio de 1996/97, sendo a Direcção do SJ presidida por Diana Andringa], da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto (AJHLP) e membro do Conselho de Redacção do JN, do qual foi editor-adjunto do “Gabinete de Reportagem” e do “Desporto”. É autor do romance “Português Suave – Cuidado com cão” [1.ª edição “Euroedições”, em 1990; 2.ª edição “Arca das Letras”, em 2004], do livro de crónicas “O Terceiro Anel Já Não Chora Por Chalana”, da peça de teatro “E Tudo o Espírito Santo Levou” e da obra para a infância “A Família da Gata Pintinhas”. É um dos autores portugueses com obra publicada pela Editora Thesaurus, de Brasília. Actualmente, integra a Redacção do jornal digital “sinalAberto”.

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