Postais ou telegramas trazidos do LinkedIn: Winston Churchill

 Postais ou telegramas trazidos do LinkedIn: Winston Churchill

(neofeed.com.br)

Ontem, num domingo em que o sol brilhou fora de portas, dentro da minha alma e do meu coração pulsava a tristeza por um Mundo de misérias – materiais e espirituais – que se salvara “com sangue suor e lágrimas”, como disse Winston Churchill, do horror nazi-fascista, que de novo se insinua. Não apenas fabricado por aqueles que aproveitam as brechas desta sociedade, mas mesmo no interior dela, em que as sepulturas para a Santa Liberdade se cavam com as pás da pobreza, da corrupção, da falta de valores e da desorientação moral. Numa Europa onde, em vez da insistente procura da Paz, as lideranças se deixam enlevar pelo devaneio do abismo da guerra e, em nome dela, se corta, a eito, investimentos e verbas na Cultura. Ao contrário do que, justamente, Churchill respondeu quando lhe perguntaram se ia “cortar na Cultura”, dado o esforço de guerra e os escombros que a mesma deixara (até de cidades quase desaparecidas): “Como? Então para que teria valido o esforço da guerra?”

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Nota do Autor:

Tal e qual, ou ligeiramente corrigidas e aumentadas, aqui partilho algumas das coisas que escrevo nas publicações, no máximo uma diária, na única rede social em que estou.

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09/06/2025

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Jorge Castro Guedes

Com a actividade profissional essencialmente centrada no teatro, ao longo de mais de 50 anos – tendo dirigido mais de mil intérpretes em mais de cem encenações –, repartiu a sua intervenção, profissional e social, por outros mundos: da publicidade à escrita de artigos de opinião, curioso do Ser(-se) Humano com a capacidade de se espantar como em criança. Se, outrora, se deixou tentar pela miragem de indicar caminhos, na maturidade, que só se conquista em idade avançada, o seu desejo restringe-se a partilhar espírito, coração e palavras. Pessimista por cepticismo, cínico interior em relação às suas convicções, mesmo assim, esforça-se por acreditar que a Humanidade sobreviverá enquanto razão de encontro fraterno e bom. Mesmo que possa verificar que as distopias vencem as utopias, recusa-se a deixar que o matem por dentro e que o calem para fora; mesmo que dela só fique o imaginário. Os heróis que viu em menino, por mais longe que esteja desses ideais e ilusões que, noutras partes, se transformaram em pesadelos, impõem-lhe um dever ético, a que chama “serviços mínimos”. Nasceu no Porto em 1954, tem vivido espalhado pelo Mundo: umas vezes “residencialmente”, outras “em viagem”. Tem convicções arreigadas, mas não é dogmático. Porém, se tiver de escolher, no plano das ideias, recusa mais depressa os “pragma” de justificação para a amoralidade do egoísmo e da indiferença do que os “dogma” de bússola ética.

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