O esquerdista Fogaça
Paulo Raimundo (pcp.pt)
Perante as preocupações de Paulo Raimundo sobre as que um secretário-geral da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) devia ter ou não ter e a comparticipação norte-americana nos custos da mesma, ocorre-me a ideia, por comparação, de que Álvaro Cunhal, após três saltos na cova, passaria a achar Júlio Fogaça1 um esquerdista. Espero que, agora, Nuno Melo se bata pela reconstrução do Pacto de Varsóvia. Eu desisti de entender tudo isto.
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Nota da Redacção:

1 – A página electrónica Memória Comum (Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos, entre 1926 e 1974) esclarece que Júlio de Melo Fogaça é filho de comerciantes abastados e que nasceu em Alguber, no concelho do Cadaval.
“Durante o fascismo[,] a maior parte da sua vida foi passada na clandestinidade ou nas cadeias da ditadura. Membro do PCP [Partido Comunista Português] desde a juventude, passou cerca de 18 anos nas prisões fascistas: Tarrafal (Cabo Verde), Forte de São João Baptista (Angra do Heroísmo, Açores), Forte de Peniche, Cadeia do Aljube, Forte de Caxias. Teve sempre um comportamento exemplar na PIDE [Polícia Internacional e de Defesa do Estado] e nas prisões”, regista a página Memória Comum.
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Nota do Director:
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03/07/2025