Cabecinhas “Vuitton”
(Créditos fotográficos: Jem Sahagun – unsplash.com)
Regresso a casa e vou comprar o “papo-seco” ao “hiper” do costume. Àquela hora, há meia dúzia de pessoas no seu interior. Tão poucas que a menina da caixa está a dar duas de letra com a menina da segurança.

Aproximo-me, poiso o saco com o pão, mas a conversa prossegue animada entre as duas meninas. A menina da caixa confessa a sua frustação por não ter comprado a sua desejada bolsa Louis Vuitton.
Apesar de o vendedor só pedir 53 euros por ela. Sorrio e a menina da caixa logo esclarece que se tratava de uma réplica. Uma pechincha, segundo a menina da caixa, se se tiver em linha de conta que a verdadeira bolsa Vuitton custa mais de 1300 euros.
A pechincha vuittonesca estava à venda numa dessas feiras e romarias que, por estes dias, acontecem um pouco por todo o país. E por lá ficou. Por uma simples razão: os gastos feitos em churros e em bebidas impediram a menina da caixa de o fazer.

As cabecinhas Vuitton da manipulação aterradora que impede as pessoas de pensar naquilo que verdadeiramente importa. Tanto que, por exemplo, nem topam que os terroristas, às ordens do nazi Netanyahu, já mataram mais de 50 mil crianças na Faixa de Gaza. À bomba e à fome.
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28/07/2028