A vontade do Universo vem de si mesmo
(Créditos de imagem: Guillermo Ferla – Unsplash)
As sucessivas descobertas de exoplanetas com potencial para albergarem vida, como a conhecemos, a descoberta de formas de vida que desconhecíamos, os rastos de formas de vida em outros planetas do próprio sistema solar, a constatação de modelos de vida em ambientes diferentes que determináramos como necessários para ela fazem crer que a vida é uma tendência e não um acaso nem um acontecimento único no Universo.
Mesmo que minoritária nele ou passageira na durabilidade, é uma constante na equação do que é e do porquê do Universo. A sua evolução para formas inteligentes, por mais diminutas que sejam, obriga a concluir que é verdadeiramente impossível (estatisticamente e racionalmente) a redução dela ao nosso planeta.

O que falta saber são duas coisas: se alguma civilização tem tempo para vencer as distâncias ou de como as contornar, para comunicar com outra, antes de se autodestruir ou de acabar, simplesmente, pela transformação das condições sempre mutantes (naturais) do seu (e de cada) planeta e com o fim inevitável de todas e de cada uma das estrelas. E se isso é bom ou mau para se preservarem na sua multiplicidade.
Mas o facto, para mim, não cria dúvidas sobre a existência de Deus. Reforça-me a convicção de um propósito transcendente para o Universo e para a vida, que me leva ao encontro dessa inevitabilidade. Tal universo terá de ser decorrente de um acto volitivo. As religiões serão construções culturais, isso é outra coisa. Mesmo que digamos que a vontade do Universo vem de si mesmo, apenas significa uma visão igualmente religiosa, panteísta.
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13/04/2026