Forte tempestade em Leiria

 Forte tempestade em Leiria

Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa destruído por tempestade. Em Leiria, os danos materiais são elevados, afectando infraestruturas públicas e privadas, com estradas cortadas ou condicionadas, falhas no abastecimento de energia eléctrica e água e perturbações nas telecomunicações, segundo informação da própria autarquia. No entanto, Luís Montenegro mostrou-se reticente em relação à imediata declaração de estado de calamidade, solicitada pelo Município de Leiria. O Conselho de Ministros decidiu, nesta quinta-feira (hoje), decretar a situação de calamidade para as áreas mais afectadas pela tempestade Kristin. (cm-leiria.pt)

Que fábricas, lojas, casas particulares, mesmo lares ou residências para idosos ou escolas tenham ficado sem luz eléctrica e dependam da solidariedade de terceiros para ter geradores, parece-me normal – ou relativamente normal.

(Créditos fotográficos: Lavínia Leal – RTP)

Agora, que a Polícia de Segurança Pública (PSP) de Leiria não tenha um gerador para si mesma, só não me parece uma “piada de mau gosto” porque é de uma gravidade tal que não dá para ironizar. É o retrato de um país terceiro-mundista plantado na Europa.

Fachada principal do Comando da PSP de Leiria ou antigo Paço Episcopal. (pt.wikipedia.org)

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Nota da Redacção:

– A legenda da fotografia de abertura é da inteira responsabilidade da equipa redactorial do sinalAberto.

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29/01/2026

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Jorge Castro Guedes

Com a actividade profissional essencialmente centrada no teatro, ao longo de mais de 50 anos – tendo dirigido mais de mil intérpretes em mais de cem encenações –, repartiu a sua intervenção, profissional e social, por outros mundos: da publicidade à escrita de artigos de opinião, curioso do Ser(-se) Humano com a capacidade de se espantar como em criança. Se, outrora, se deixou tentar pela miragem de indicar caminhos, na maturidade, que só se conquista em idade avançada, o seu desejo restringe-se a partilhar espírito, coração e palavras. Pessimista por cepticismo, cínico interior em relação às suas convicções, mesmo assim, esforça-se por acreditar que a Humanidade sobreviverá enquanto razão de encontro fraterno e bom. Mesmo que possa verificar que as distopias vencem as utopias, recusa-se a deixar que o matem por dentro e que o calem para fora; mesmo que dela só fique o imaginário. Os heróis que viu em menino, por mais longe que esteja desses ideais e ilusões que, noutras partes, se transformaram em pesadelos, impõem-lhe um dever ético, a que chama “serviços mínimos”. Nasceu no Porto em 1954, tem vivido espalhado pelo Mundo: umas vezes “residencialmente”, outras “em viagem”. Tem convicções arreigadas, mas não é dogmático. Porém, se tiver de escolher, no plano das ideias, recusa mais depressa os “pragma” de justificação para a amoralidade do egoísmo e da indiferença do que os “dogma” de bússola ética.

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