O tempo da porcaria

 O tempo da porcaria

(Créditos de imagem: Carl Campbell – Unsplash)

Donald Trump e André Ventura estão no tempo certo. Vêm colher dezenas e dezenas e dezenas de anos em que os democratas olharam para a Educação e para a Cultura como “coisas” secundárias. E em que as elites dos poderes (político e não só) ignoraram o abandono e a exclusão de milhões, fechando-se num discurso autista e trazendo, muitas vezes e muitas mais, a primeiro plano o que nada dizia a esses cidadãos.

(Créditos de imagem: Brett Sayles – pexels.com)

Será possível inverter a crescente ascensão desta gente? Se não for acompanhada de uma enorme “barrela” dos que os tornaram possíveis, não, não é mesmo. Instalar-se-ão e só muito depois é que haverá condições para, desmascarando-se, os correr. O resto é ser cego, surdo e… palrador em circuito fechado.

.

.

.

………………………….

Nota do Director:

O jornal sinalAberto, embora assuma a responsabilidade de emitir opinião própria, de acordo com o respectivo Estatuto Editorial, ao pretender também assegurar a possibilidade de expressão e o confronto de diversas correntes de opinião, declina qualquer responsabilidade editorial pelo conteúdo dos seus artigos de autor.

.

21/07/2025

Siga-nos:
fb-share-icon

Jorge Castro Guedes

Com a actividade profissional essencialmente centrada no teatro, ao longo de mais de 50 anos – tendo dirigido mais de mil intérpretes em mais de cem encenações –, repartiu a sua intervenção, profissional e social, por outros mundos: da publicidade à escrita de artigos de opinião, curioso do Ser(-se) Humano com a capacidade de se espantar como em criança. Se, outrora, se deixou tentar pela miragem de indicar caminhos, na maturidade, que só se conquista em idade avançada, o seu desejo restringe-se a partilhar espírito, coração e palavras. Pessimista por cepticismo, cínico interior em relação às suas convicções, mesmo assim, esforça-se por acreditar que a Humanidade sobreviverá enquanto razão de encontro fraterno e bom. Mesmo que possa verificar que as distopias vencem as utopias, recusa-se a deixar que o matem por dentro e que o calem para fora; mesmo que dela só fique o imaginário. Os heróis que viu em menino, por mais longe que esteja desses ideais e ilusões que, noutras partes, se transformaram em pesadelos, impõem-lhe um dever ético, a que chama “serviços mínimos”. Nasceu no Porto em 1954, tem vivido espalhado pelo Mundo: umas vezes “residencialmente”, outras “em viagem”. Tem convicções arreigadas, mas não é dogmático. Porém, se tiver de escolher, no plano das ideias, recusa mais depressa os “pragma” de justificação para a amoralidade do egoísmo e da indiferença do que os “dogma” de bússola ética.

Outros artigos

Share
Instagram