Plena liberdade de consciência e de opinião
Cristiano Ronaldo quando rapaz prometedor no futebol. (vavel.com)
Acabo de concordar com uma postagem de João Micael, que julgo ter, assumidamente, um pensamento de direita com radicalidade (mas nada de boçalidade dos membros do Chega ou da criminalidade de Mário Machado, entenda-se). Reconheço-me em absoluto no que ele, João Micael, comenta sobre o exemplo que Montenegro foi buscar para exaltar as virtudes de um português. (E gosto muito de futebol.) Espero que – sei que alguns gostam de me pôr aí – não me achem fascizante ou sequer de direita nacionalista pela convergência na matéria.


Quando gostar de alguma afirmação que venha de alguém de extrema-esquerda não me venham dizer que sou comunista ou algo parecido, o que também fazem. Isso é incomodativo para mim, que exerço a mais plena liberdade de consciência e de opinião (mesmo se e quando esteja errado). Mas é um dos traços de conduta de que mais me orgulho. Apesar disto ser (ou parecer) paradoxal. Mas a realidade – mesmo no mundo da física – não o é?
O que eu não suporto mesmo é a proibição de sentidos que não seja o sentido do próprio pensamento. E, já agora, de pensamento próprio. Sei apreciar o lado estético de Leni Riefenstahl e de Serguei Eisenstein, sem ter de me confundir com os seus carácteres ideológico-propagandistas. Tal como gosto, imenso, de Vergílio Ferreira ou de Mário de Sá-Carneiro, que nada têm a ver com os dois cineastas citados.
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29/12/2025