Proposta para pensar no Carnaval e nas máscaras
(Créditos fotográficos: Matias Eduardo – Unsplash)
A rapidez a que se processa – ou quer processar – a informação determina a superficialidade da mesma, a ligeireza do acontecimento, a preguiça da reflexão, a interiorização do conteúdo, a permanência como aprendizagem, a verificação da veracidade, a própria perda de foco (atenção e valor ético).

Seja no jornalismo, no ensino, na cultura, na profissão, no amor, na família, na amizade, na política, no trabalho ou na ciência. Além de, certamente, muito mais efeitos que eu não domino para me pronunciar; e outras esferas da actividade, pública ou pessoal. Mas sei ser o bastante para criar a ilusão do conhecimento, como se alguém que visse uma laranja a pudesse confundir com uma bola, sem atender à natureza do que é uma laranja, mais do que a sua aparência externa da forma esférica.

Julgo que este é – ou pode ser – um dos muitos exemplos de que o aparente progresso, baseado numa informação veloz, globalizada e massificada, constitui um retrocesso “travestido” de evolução. Inconscientemente, talvez por isto sempre tenha, intuitivamente, detestado o Carnaval, mesmo quando – pelo menos, desde que me lembre – vivia os meus cinco ou ainda quatro anos.
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16/02/2026