Proposta para pensar no Carnaval e nas máscaras

 Proposta para pensar no Carnaval e nas máscaras

(Créditos fotográficos: Matias Eduardo – Unsplash)

A rapidez a que se processa – ou quer processar – a informação determina a superficialidade da mesma, a ligeireza do acontecimento, a preguiça da reflexão, a interiorização do conteúdo, a permanência como aprendizagem, a verificação da veracidade, a própria perda de foco (atenção e valor ético).

(Créditos fotográficos:  Antreina Stone – Unsplash)

Seja no jornalismo, no ensino, na cultura, na profissão, no amor, na família, na amizade, na política, no trabalho ou na ciência. Além de, certamente, muito mais efeitos que eu não domino para me pronunciar; e outras esferas da actividade, pública ou pessoal. Mas sei ser o bastante para criar a ilusão do conhecimento, como se alguém que visse uma laranja a pudesse confundir com uma bola, sem atender à natureza do que é uma laranja, mais do que a sua aparência externa da forma esférica.

(Créditos fotográficos: Jesús Grande Gómez – Unsplash)

Julgo que este é – ou pode ser – um dos muitos exemplos de que o aparente progresso, baseado numa informação veloz, globalizada e massificada, constitui um retrocesso “travestido” de evolução. Inconscientemente, talvez por isto sempre tenha, intuitivamente, detestado o Carnaval, mesmo quando – pelo menos, desde que me lembre – vivia os meus cinco ou ainda quatro anos.

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16/02/2026

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Jorge Castro Guedes

Com a actividade profissional essencialmente centrada no teatro, ao longo de mais de 50 anos – tendo dirigido mais de mil intérpretes em mais de cem encenações –, repartiu a sua intervenção, profissional e social, por outros mundos: da publicidade à escrita de artigos de opinião, curioso do Ser(-se) Humano com a capacidade de se espantar como em criança. Se, outrora, se deixou tentar pela miragem de indicar caminhos, na maturidade, que só se conquista em idade avançada, o seu desejo restringe-se a partilhar espírito, coração e palavras. Pessimista por cepticismo, cínico interior em relação às suas convicções, mesmo assim, esforça-se por acreditar que a Humanidade sobreviverá enquanto razão de encontro fraterno e bom. Mesmo que possa verificar que as distopias vencem as utopias, recusa-se a deixar que o matem por dentro e que o calem para fora; mesmo que dela só fique o imaginário. Os heróis que viu em menino, por mais longe que esteja desses ideais e ilusões que, noutras partes, se transformaram em pesadelos, impõem-lhe um dever ético, a que chama “serviços mínimos”. Nasceu no Porto em 1954, tem vivido espalhado pelo Mundo: umas vezes “residencialmente”, outras “em viagem”. Tem convicções arreigadas, mas não é dogmático. Porém, se tiver de escolher, no plano das ideias, recusa mais depressa os “pragma” de justificação para a amoralidade do egoísmo e da indiferença do que os “dogma” de bússola ética.

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