Quem ama não oprime
(Créditos de imagem: Mart Production – pexels.com)
Escrevi no programa do espectáculo “Os Encantos de Medeia” (em 1983) o seguinte e só o seguinte: “Entre amor e poder existe uma incompatibilidade trágica: quem ama não oprime, quem oprime não sabe amar.”

Hoje, lembrei-me disto a propósito de coisas que nem sequer têm a ver com o amor carnal e a paixão. Mas verifiquei que permanecem uma síntese perfeita de uma verdade elementar; talvez mesmo a primordial. Talvez mesmo a do cristianismo. Nem eu o pensara antes, foi uma espécie de epifania, quando era suposto, como encenador, escrever alguma coisa no programa e nada mais tinha a acrescentar ao que criara em cena.
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23/02/2026