A demora burocrática é inaceitável

 A demora burocrática é inaceitável

Presidente da República, António José Seguro, no Palácio de Belém. (Créditos fotográficos: Miguel Figueiredo Lopes – Presidência da República)

Gostei da primeira intervenção política do novo Presidente da República (PR), António José Seguro, sobre a necessidade de dar posse imediata à comissão para os apoios relativos ao mau tempo. O governo esteve bem a criá-la.

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A demora burocrática destas coisas é inaceitável porque, como frisa o PR, nem tem custos! É esta uma das coisas em que claudicamos com uma má sina permanente. São três interligadas: entre anunciar e fazer; fazer rápido e com resultados (até inquéritos ou estudos de opinião); e pensar no “day after” das coisas criadas para as preservar com substância (uma sala de cinema que seja).

O que está em causa nem é este governo em particular, mas a nossa forma de gerir e de estar na administração pública. Não há Estado a mais. Há funcionalidade a menos do Estado.

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16/03/2026

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Jorge Castro Guedes

Com a actividade profissional essencialmente centrada no teatro, ao longo de mais de 50 anos – tendo dirigido mais de mil intérpretes em mais de cem encenações –, repartiu a sua intervenção, profissional e social, por outros mundos: da publicidade à escrita de artigos de opinião, curioso do Ser(-se) Humano com a capacidade de se espantar como em criança. Se, outrora, se deixou tentar pela miragem de indicar caminhos, na maturidade, que só se conquista em idade avançada, o seu desejo restringe-se a partilhar espírito, coração e palavras. Pessimista por cepticismo, cínico interior em relação às suas convicções, mesmo assim, esforça-se por acreditar que a Humanidade sobreviverá enquanto razão de encontro fraterno e bom. Mesmo que possa verificar que as distopias vencem as utopias, recusa-se a deixar que o matem por dentro e que o calem para fora; mesmo que dela só fique o imaginário. Os heróis que viu em menino, por mais longe que esteja desses ideais e ilusões que, noutras partes, se transformaram em pesadelos, impõem-lhe um dever ético, a que chama “serviços mínimos”. Nasceu no Porto em 1954, tem vivido espalhado pelo Mundo: umas vezes “residencialmente”, outras “em viagem”. Tem convicções arreigadas, mas não é dogmático. Porém, se tiver de escolher, no plano das ideias, recusa mais depressa os “pragma” de justificação para a amoralidade do egoísmo e da indiferença do que os “dogma” de bússola ética.

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