É indiferente quem Cristiano Ronaldo visita ou não visita

 É indiferente quem Cristiano Ronaldo visita ou não visita

O presidente norte-americano, Donald Trump, reunido com o futebolista Cristiano Ronaldo, no Salão Oval, a 18 de Novembro de 2025. (Foto oficial da Casa Branca por Daniel Torok – pt.wikipedia.org)

Cristiano Ronaldo actuando por Portugal, em 2025.
(pt.wikipedia.org)

Passada a “histeria” sobre o assunto, devo dizer que me é indiferente quem Cristiano Ronaldo visita ou não visita. As suas escolhas não reduzem nem aumentam o seu valor futebolístico. No resto, os seus conhecimentos de natureza social, política, estética, filosófica ou científica são completamente nulos.

A polémica em torno da sua ida à Casa Branca não tira nem põe. Pode visitar Donald Trump, Vladimir Putin ou Benjamin Netanyahu, as pirâmides do Egipto, o McDonald’s ou as cataratas do Niágara que nada muda daquilo que é e daquilo que não é. Acho que todos o sabemos, porquê tanto aranzel? Em termos de História, não chega a uma nota de rodapé. Era mais adequado discutir se ainda tem pernas para 90 minutos na Selecção Portuguesa de Futebol. Se tem, óptimo. Se não tem, é natural.

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24/11/2025

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Jorge Castro Guedes

Com a actividade profissional essencialmente centrada no teatro, ao longo de mais de 50 anos – tendo dirigido mais de mil intérpretes em mais de cem encenações –, repartiu a sua intervenção, profissional e social, por outros mundos: da publicidade à escrita de artigos de opinião, curioso do Ser(-se) Humano com a capacidade de se espantar como em criança. Se, outrora, se deixou tentar pela miragem de indicar caminhos, na maturidade, que só se conquista em idade avançada, o seu desejo restringe-se a partilhar espírito, coração e palavras. Pessimista por cepticismo, cínico interior em relação às suas convicções, mesmo assim, esforça-se por acreditar que a Humanidade sobreviverá enquanto razão de encontro fraterno e bom. Mesmo que possa verificar que as distopias vencem as utopias, recusa-se a deixar que o matem por dentro e que o calem para fora; mesmo que dela só fique o imaginário. Os heróis que viu em menino, por mais longe que esteja desses ideais e ilusões que, noutras partes, se transformaram em pesadelos, impõem-lhe um dever ético, a que chama “serviços mínimos”. Nasceu no Porto em 1954, tem vivido espalhado pelo Mundo: umas vezes “residencialmente”, outras “em viagem”. Tem convicções arreigadas, mas não é dogmático. Porém, se tiver de escolher, no plano das ideias, recusa mais depressa os “pragma” de justificação para a amoralidade do egoísmo e da indiferença do que os “dogma” de bússola ética.

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