Não há pobres mais pobres em Portugal do que os actores
(Créditos fotográficos: Javad Esmaeili – Unsplash)
Tirando imigrantes clandestinos a monte em trabalho escravo e pensionistas com reformas de vergonha e ainda alguns dos sem-abrigo, não há pobres mais pobres em Portugal do que os actores.
Não me refiro a “influencers” nem a “corpinhos” contratados na Praia do Tamariz, no Lux ou no Elefante Branco, mas facilmente descartados (coitados, de tanta ingenuidade!). E ninguém, nem os próprios (talvez por vergonha), quer falar disso. Um polícia, um enfermeiro e um professor queixam-se com razão, mas nada tem a ver com a pobreza dos actores.

É uma vergonha e um sintoma da decadência, a chegou um sistema caduco e analfabeto. “Um povo que não ajuda e não fomenta o seu teatro, se não está morto, está moribundo” (segundo Federico García Lorca), porque “o teatro é um grande meio de civilização, mas não prospera onde a não há” (como afirmou Almeida Garrett).
NUNCA, nos últimos 200 anos, o teatro português foi tão desamado e esteve tão mal. Doa a quem doer ouvi-lo, é assim, desde o século XXI, pelo menos. Antes da Troika, depois da Troika, com António Costa ou com Luís Montenegro. E seria igual com os outros todos. Nem na Albânia de Enver Hoxa!1 É um bando de pífios parolo que (des)governa na Cultura, há décadas.
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Nota da Redacção:
1 – Seguindo a Wikipédia, lemos que Enver Halil Hoxha (1908-1985) foi o primeiro chefe do governo socialista da República Popular Socialista da Albânia, ao qual serviu por quatro décadas.
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Nota do Director:
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19/06/2025