Parabéns, Sr. Presidente!

 Parabéns, Sr. Presidente!

“A Árvore que Sangra” é a história de um parricídio. (Créditos fotográficos: Paulo Nuno Silva – teatrodarainha.pt)

O Presidente da República, António José Seguro, assinalou o Dia Mundial do Teatro (a 27 de Março) indo ao teatro. É bom, é a melhor forma de o fazer. O Presidente da República fê-lo na terra onde vive, longe do Palácio de Belém: é muito bom. Não existe só Lisboa e dentro de Lisboa umas minorias que se julgam as donas da cultura1.

O Presidente da República, António José Seguro, assinalou o Dia Mundial do Teatro ao assistir à peça “A Árvore que Sangra”, do Teatro da Rainha, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha. (Créditos fotográficos: Paulo Nuno Silva – teatrodarainha.pt)

Foi ao Teatro da Rainha, ver um espectáculo encenado por alguém (Fernando Mora Ramos) atirado para uma segunda divisão por essas tais minorias (eu fui atirado para as distritais, porque não me calo e já nem me “apetece” fazer teatro), quando ele – o Fernando Mora Ramos – devia estar na primeira divisão e nos lugares de topo: é muitíssimo bom. O Presidente da República disse, serenamente, as razões que justificam e explicam o teatro (que as tais minorias fingem fazer, mas não fazem) como uma arte maior: foi excelente.

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Nota:

1 – Se o Presidente da República, com a sua magistratura de influência ajudar a pôr no são quer uma Direção-Geral das Artes “fracturante”, quer os teatros nacionais “fracturados”, prestará um excelente serviço à Cultura, evitando o que se desenha e o que está desenhado: ou seja, o regresso de um pimba de chinela contra a permanência de um pimba de narguilé, que nem sei qual é pior.

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Nota do Director:

O jornal sinalAberto, embora assuma a responsabilidade de emitir opinião própria, de acordo com o respectivo Estatuto Editorial, ao pretender também assegurar a possibilidade de expressão e o confronto de diversas correntes de opinião, declina qualquer responsabilidade editorial pelo conteúdo dos seus artigos de autor.

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06/04/2026

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Jorge Castro Guedes

Com a actividade profissional essencialmente centrada no teatro, ao longo de mais de 50 anos – tendo dirigido mais de mil intérpretes em mais de cem encenações –, repartiu a sua intervenção, profissional e social, por outros mundos: da publicidade à escrita de artigos de opinião, curioso do Ser(-se) Humano com a capacidade de se espantar como em criança. Se, outrora, se deixou tentar pela miragem de indicar caminhos, na maturidade, que só se conquista em idade avançada, o seu desejo restringe-se a partilhar espírito, coração e palavras. Pessimista por cepticismo, cínico interior em relação às suas convicções, mesmo assim, esforça-se por acreditar que a Humanidade sobreviverá enquanto razão de encontro fraterno e bom. Mesmo que possa verificar que as distopias vencem as utopias, recusa-se a deixar que o matem por dentro e que o calem para fora; mesmo que dela só fique o imaginário. Os heróis que viu em menino, por mais longe que esteja desses ideais e ilusões que, noutras partes, se transformaram em pesadelos, impõem-lhe um dever ético, a que chama “serviços mínimos”. Nasceu no Porto em 1954, tem vivido espalhado pelo Mundo: umas vezes “residencialmente”, outras “em viagem”. Tem convicções arreigadas, mas não é dogmático. Porém, se tiver de escolher, no plano das ideias, recusa mais depressa os “pragma” de justificação para a amoralidade do egoísmo e da indiferença do que os “dogma” de bússola ética.

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