À espera do Dia das Bandas Filarmónicas

 À espera do Dia das Bandas Filarmónicas

(Créditos fotográficas: Jae – Unsplash)

Aguardo frenético pelo próximo dia 1 de Setembro, Dia Nacional das Bandas Filarmónicas, na expectativa de que João Lourenço, Maria do Céu Guerra, Luís Miguel Cintra, João Mota, Rui Mendes, Filipe La Féria ou outro sejam homenageados, já que, no Dia Mundial do Teatro (27 de Março), foi distinguida a cantora Simone de Oliveira.

(em.guimaraes.pt)

Para mim, reservo 20 de Março de 2037, Dia Mundial da Agricultura, uma vez que, pelo mesmo critério, eu serei um lavrador de há longos anos: pisei uvas, desfolhei espigas, plantei uma árvore, colhi fruta e varejei uma oliveira, tudo em criança, numa quinta de família.

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02/04/2026

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Jorge Castro Guedes

Com a actividade profissional essencialmente centrada no teatro, ao longo de mais de 50 anos – tendo dirigido mais de mil intérpretes em mais de cem encenações –, repartiu a sua intervenção, profissional e social, por outros mundos: da publicidade à escrita de artigos de opinião, curioso do Ser(-se) Humano com a capacidade de se espantar como em criança. Se, outrora, se deixou tentar pela miragem de indicar caminhos, na maturidade, que só se conquista em idade avançada, o seu desejo restringe-se a partilhar espírito, coração e palavras. Pessimista por cepticismo, cínico interior em relação às suas convicções, mesmo assim, esforça-se por acreditar que a Humanidade sobreviverá enquanto razão de encontro fraterno e bom. Mesmo que possa verificar que as distopias vencem as utopias, recusa-se a deixar que o matem por dentro e que o calem para fora; mesmo que dela só fique o imaginário. Os heróis que viu em menino, por mais longe que esteja desses ideais e ilusões que, noutras partes, se transformaram em pesadelos, impõem-lhe um dever ético, a que chama “serviços mínimos”. Nasceu no Porto em 1954, tem vivido espalhado pelo Mundo: umas vezes “residencialmente”, outras “em viagem”. Tem convicções arreigadas, mas não é dogmático. Porém, se tiver de escolher, no plano das ideias, recusa mais depressa os “pragma” de justificação para a amoralidade do egoísmo e da indiferença do que os “dogma” de bússola ética.

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