Desconhecimento do código de conduta?

 Desconhecimento do código de conduta?

Sede do Banco de Portugal, em Lisboa. (pt.wikipedia.org)

(roadskymarking.com)

Dando por boa – e nem a quero dar por má – a justificação do Governador do Banco de Portugal (BdP), Álvaro Santos Pereira, de que desconhecia estar impedido de comprar acções de empresas não bancárias, pode estar à frente do BdP quem invoca o desconhecimento do código de conduta a que está obrigado?

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(sinalux.eu)

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Se eu passar por cima de um risco amarelo contínuo, de obras na estrada, sou perdoado na respectiva sansão do Código da Estrada alegando, mesmo sendo verdade, que pensava que eram só os riscos brancos?

Parece-me que há um troço de estrada em muito mau Estado…

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04/05/2026

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Jorge Castro Guedes

Com a actividade profissional essencialmente centrada no teatro, ao longo de mais de 50 anos – tendo dirigido mais de mil intérpretes em mais de cem encenações –, repartiu a sua intervenção, profissional e social, por outros mundos: da publicidade à escrita de artigos de opinião, curioso do Ser(-se) Humano com a capacidade de se espantar como em criança. Se, outrora, se deixou tentar pela miragem de indicar caminhos, na maturidade, que só se conquista em idade avançada, o seu desejo restringe-se a partilhar espírito, coração e palavras. Pessimista por cepticismo, cínico interior em relação às suas convicções, mesmo assim, esforça-se por acreditar que a Humanidade sobreviverá enquanto razão de encontro fraterno e bom. Mesmo que possa verificar que as distopias vencem as utopias, recusa-se a deixar que o matem por dentro e que o calem para fora; mesmo que dela só fique o imaginário. Os heróis que viu em menino, por mais longe que esteja desses ideais e ilusões que, noutras partes, se transformaram em pesadelos, impõem-lhe um dever ético, a que chama “serviços mínimos”. Nasceu no Porto em 1954, tem vivido espalhado pelo Mundo: umas vezes “residencialmente”, outras “em viagem”. Tem convicções arreigadas, mas não é dogmático. Porém, se tiver de escolher, no plano das ideias, recusa mais depressa os “pragma” de justificação para a amoralidade do egoísmo e da indiferença do que os “dogma” de bússola ética.

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