Crónica da China: 12.º dia
(© RUNA – Rute Norte)
Templo Wuhou e Rua Antiga Jin Lin
Hoje é segunda-feira, 20 de abril de 2026. Os meus sonos já estão regularizados, apesar de num horário pouco convencional: dormi sete horas entre as 21h00 e as quatro da manhã.
É altura de sair do ninho e de explorar o centro de Chengdu. A verdade é que estou confortável a viver dentro do Tianyi NongYuan Art Expo Park. E tenho andado entretida aqui dentro e nos arredores imediatos, mas é altura de ir mais longe, de meter-me no bulício do centro da cidade e de conhecer as grandes atrações. Começo para já com o Templo Wuhou e com a Rua Antiga Jin Lin – ficam ao lado um do outro. Eu queria ir ao Museu de Chengdu, mas, sendo segunda-feira, está fechado; os museus, habitualmente, fecham à segunda-feira.

Pequeno-almoço às 5h30. Ainda é noite.



Recordo o mapa apresentado na segunda crónica, com a localização do Tianyi NongYuan Art Expo Park, onde decorre a minha residência artística.
A aplicação Amap dá-me vários caminhos para chegar ao Templo Wuhou. Escolhi este: 1,8 quilómetros de bicicleta até à estação de metro Huaxing; e, depois, sigo na linha 10 do metro, direta ao templo.



















O Templo Wuhou, ou mais exatamente o Santuário Wuhou, é um complexo histórico dedicado à cultura dos Três Reinos, um período da História chinesa que decorreu aproximadamente entre 220 e 280 d.C., após a queda da Dinastia Han. Nessa época, a China dividiu-se em três grandes estados rivais: Shu Han, Wei e Wu Oriental. O santuário homenageia especialmente Liu Bei, Zhuge Liang e outras figuras históricas ligadas ao reino de Shu Han, que tinha Chengdu como capital. Segundo o sítio eletrónico oficial, este é o único santuário, na China, onde o imperador e os seus ministros são sepultados juntos. A média anual de visitantes que o Santuário de Wuhou recebe chega a, aproximadamente, dez milhões de pessoas.1

















O túmulo de Liu Bei está soterrado, está dentro deste monte. Nós, visitantes, apenas andamos à volta do monte, não vemos o túmulo.

















Fiquei encantada com esta caneca de vidro, na loja do museu, mas não a comprei por ser tão cara: 268 yuans, ou seja, 32 euros.

























Comprei spray inseticida, e um aparelho elétrico antimosquitos com recarga líquida. Quando for jantar, disperso spray no estúdio, de modo a fazer efeito enquanto janto; e o líquido vai estar ligado 24 horas por dia. Assim, posso ter o estúdio sempre aberto durante o dia. Entrarão quantos mosquitos quiserem, porque não terão uma vida longa.
Paguei 50 cêntimos de yuan pelo saco, ou seja, 0,06€. Os sacos de plástico também se pagam na China.






Hambúrguer Angus com queijo. O pão é doce, tudo o resto é igual. 42,5 yuans o menu (5,10€). Ao centro, está maionese.


Linha 3 do metro. Depois, mudo para a linha 9.



Paguei 2,70 yuans pela viagem de metro e, agora, pago 2,5 yuans pela bicicleta (0,32€ e 0,30€, respetivamente).

Repare-se que esta bicicleta tem um suporte de borracha para o telemóvel. Foi a primeira que encontrei assim.





Verifiquei o saldo de Internet no meu telemóvel: dos 50 GB (Gigabyte) que comprei no primeiro dia, no aeroporto, ainda tenho disponíveis 49,35 GB. Hoje, andei o dia todo com os dados ligados.
.
Nota:
1 – “Concepts of Three Kingdoms culture” (s.d.), Chengdu Wuhou Shrine Museum. Página consultada a 29 de maio de 2026. https://en.wuhouci.net.cn/about
.
29/06/2026