Discurso centrado na guerra
Mísseis atingem Kiev, capital da Ucrânia, em Janeiro de 2024. (© UNOCHA/Saviano Abreu – news.un.org)
O discurso está centrado na guerra e não na paz. Sobre as guerras existentes e a iminência de se alastrarem ou dadas como sem terem fim, não sobre a necessidade das frentes inimigas encontrarem bissectrizes. Enquanto as questões se resumirem ao que as desencadeou e a posições irredutíveis, não há paz.

E, às vezes, se não é, parece mesmo que não só os protagonistas delas não estão prontos nem interessados num acordo de paz, como os seus parceiros ajudam a instigá-las. E se isto é muito visível no conflito Rússia/Ucrânia, não deixa de o ser no de Israel/Hamas. As simplificações nisto tudo são inimigas do bom senso. E da paz.

Mas por tragédia igual há muitas outras guerras (em África) de que nem há notícias. Muitas vezes, dou-me conta de que me assaltam ideias “alucinantes” sobre a possibilidade de os grandes líderes mundiais estarem a salvo e desejarem (terem combinado!) um conflito gigante para extinguir o “excedentário” de Humanidade (e com a IA ainda maior). Ou não estou a alucinar e não sendo exactamente assim, tem alguma coisa disso? É coisa que quero afastar de mim para não terminar em delírios de teorias conspirativas paranóicas. Também para o meu espírito, quero paz. Mas é difícil, assim.
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22/09/2025