Telegramas trazidos do LinkedIn: Margarida Balseiro Lopes

 Telegramas trazidos do LinkedIn: Margarida Balseiro Lopes

(linkedin.com/in/margarida-balseiro-lopes)

Desconheço quem é Margarida Balseiro Lopes e nada tenho a favor ou contra ela. Mas a junção numa só pasta de Juventude, Cultura e Desporto parece-me a assumpção da política dos sucessivos governos no século XXI. Até porque Cultura já só se pode fazer por Desporto (não profissional). E os apoios, políticas e linhas directrizes têm sido sempre para a Juventude emergente (embora com trocos e até saírem de casa dos pais, depois já não dá). Falta juntar-lhe o pelouro dos cemitérios para enterrar de vez a Cultura e os velhos que habitaram uma vida nela. E pode o Governo, nisto, estar seguro de que tem o apoio unânime dos mais partidos. Cada um terá os seus pecados e pecadilhos na matéria. Mas, salvo excepções pessoais, e poucas, assim o atestam as suas práticas e ausência de pensamento crítico e estratégico sobre o sector.

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12/06/2025

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Jorge Castro Guedes

Com a actividade profissional essencialmente centrada no teatro, ao longo de mais de 50 anos – tendo dirigido mais de mil intérpretes em mais de cem encenações –, repartiu a sua intervenção, profissional e social, por outros mundos: da publicidade à escrita de artigos de opinião, curioso do Ser(-se) Humano com a capacidade de se espantar como em criança. Se, outrora, se deixou tentar pela miragem de indicar caminhos, na maturidade, que só se conquista em idade avançada, o seu desejo restringe-se a partilhar espírito, coração e palavras. Pessimista por cepticismo, cínico interior em relação às suas convicções, mesmo assim, esforça-se por acreditar que a Humanidade sobreviverá enquanto razão de encontro fraterno e bom. Mesmo que possa verificar que as distopias vencem as utopias, recusa-se a deixar que o matem por dentro e que o calem para fora; mesmo que dela só fique o imaginário. Os heróis que viu em menino, por mais longe que esteja desses ideais e ilusões que, noutras partes, se transformaram em pesadelos, impõem-lhe um dever ético, a que chama “serviços mínimos”. Nasceu no Porto em 1954, tem vivido espalhado pelo Mundo: umas vezes “residencialmente”, outras “em viagem”. Tem convicções arreigadas, mas não é dogmático. Porém, se tiver de escolher, no plano das ideias, recusa mais depressa os “pragma” de justificação para a amoralidade do egoísmo e da indiferença do que os “dogma” de bússola ética.

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