A pomba, o coelho e o gato de Schrödinger

 A pomba, o coelho e o gato de Schrödinger

(Créditos de imagem: Harald Ritsch/Science Photo Library)

1 – Um homem é salvo graças aos grandes avanços médicos. Vinte anos antes morreria. Mas, ao sair do hospital, apenas uma pomba com os seus 350 gramas, ao poisar numa telha solta, produz o desequilíbrio dela, que cai sobre o homem e o mata.

2 – Um ciclista vai cortar a meta da Volta à França (ou Tour de France) e sagrar-se o vencedor. Um coelho sai inesperadamente da toca, atravessa a estrada e provoca a queda do ciclista. Ao cair, desmaia e fica a 70 centímetros de se sagrar o vencedor.

E o gato de Schrödinger permanece vivo ou está morto?

(Imagem gerada por IA – chatgpt.com)

28/05/2026

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Jorge Castro Guedes

Com a actividade profissional essencialmente centrada no teatro, ao longo de mais de 50 anos – tendo dirigido mais de mil intérpretes em mais de cem encenações –, repartiu a sua intervenção, profissional e social, por outros mundos: da publicidade à escrita de artigos de opinião, curioso do Ser(-se) Humano com a capacidade de se espantar como em criança. Se, outrora, se deixou tentar pela miragem de indicar caminhos, na maturidade, que só se conquista em idade avançada, o seu desejo restringe-se a partilhar espírito, coração e palavras. Pessimista por cepticismo, cínico interior em relação às suas convicções, mesmo assim, esforça-se por acreditar que a Humanidade sobreviverá enquanto razão de encontro fraterno e bom. Mesmo que possa verificar que as distopias vencem as utopias, recusa-se a deixar que o matem por dentro e que o calem para fora; mesmo que dela só fique o imaginário. Os heróis que viu em menino, por mais longe que esteja desses ideais e ilusões que, noutras partes, se transformaram em pesadelos, impõem-lhe um dever ético, a que chama “serviços mínimos”. Nasceu no Porto em 1954, tem vivido espalhado pelo Mundo: umas vezes “residencialmente”, outras “em viagem”. Tem convicções arreigadas, mas não é dogmático. Porém, se tiver de escolher, no plano das ideias, recusa mais depressa os “pragma” de justificação para a amoralidade do egoísmo e da indiferença do que os “dogma” de bússola ética.

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