Um propósito que nos transcende
Rajastão, na Índia. (Créditos fotográficos: Chirayu Sharma – Unsplash)
Cada vez mais, tenho dificuldade em imaginar que o Universo não pulule de vida e que a vida não tenda a organizar-se em formas inteligentes. Porém, parece-me que é muito improvável que essas formas cheguem a comunicar-se. Os seus estádios de desenvolvimento diferidos no tempo, as formas de se comunicarem e reconhecerem as outras, a alta probabilidade quer do prazo de vida útil de cada espécie, quer da sua não destruição no caminho das suas extensões tecnológicas, quer do consumo de energia que fazem superior à que geram, quer da mera distância a que estão para vencer essa imensidão diminuem, quase até ao infinito ínfimo, tal possibilidade.

Parece-me mesmo menos improvável que se repliquem como modelos diferentes no “Multiverso” e que se dê a possibilidade de atravessar dimensões em que se encontrem. Porém, como isso acontece por acidente (tal como o “desequilíbrio” matéria versus antimatéria que originou o nosso Universo), é-o singularmente e nunca será comprovável (aceitável) cientificamente.

Assim, também se me evidencia que tudo isto só pode ter um propósito. Mas porque nos transcende, só é possível aceitá-lo no plano daquilo que não é matéria nem antimatéria, mas o mistério da energia para lá da física. Ou seja, na metafísica. É nesta “equação” que à incógnita maior, volitiva desse propósito, chamo Deus. Creio nisso como uma inevitabilidade. E a fé vem por acréscimo. Tão misteriosa como a energia.
………………………….
.
Nota do Director:
O jornal sinalAberto, embora assuma a responsabilidade de emitir opinião própria, de acordo com o respectivo Estatuto Editorial, ao pretender também assegurar a possibilidade de expressão e o confronto de diversas correntes de opinião, declina qualquer responsabilidade editorial pelo conteúdo dos seus artigos de autor.
.
13/07/2026