No último minuto de esperança
(Créditos fotográficos: Mrugesh Shah – Unsplash)
Já não se trata de política, sequer de ideologia, menos ainda de convicções, sejam elas quais forem. Trata-se de uma “possessão diabólica” que aprisionou os líderes e sublíderes mundiais, como loucos senhores da guerra e da indiferença.


(wikiart.org)
Escolhem a ideia de nação, de religião ou de poder megalómano e narcisista, mas a última coisa que para eles conta são as pessoas. O Mundo é governado por uma legião de demónios, que só se distinguem por usarem capas de cores diferentes por fora, com o forro igual em todos, de morte.
Nunca terá sido muito diferente ao longo da História, excepto que hoje os meios tecnológicos marciais ameaçam a própria espécie. Além disso, a espécie está grandemente contaminada pela velocidade de informação, que é, grande parte vezes, inventada ou pintada com a cor da capa exterior de cada qual que a propaga.
Talvez, porque é sempre imprevisível o futuro e porque alguma coisa haverá que separa o bem do mal, o milagre da salvação aconteça no último minuto de esperança, na última gota de compaixão. Perdidos neste pequenino ponto azul no Universo, como um simples átomo de hidrogénio no oceano, é possível (e provável, como creio ser) que obedeçamos a um propósito maior que nos transcende.
É a única causa maior em que ainda creio. No mais, cuido das pequeninas coisas que me permitam conservar-me humano. A espada do Arcanjo Miguel virá para destruir o mal e não matar? Quimera que seja, creio. Ou não conseguiria sequer viver.
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07/05/2026