Buenos Aires

 Buenos Aires

Buenos Aires (Créditos fotográficos: Nestor Barbitta – Unsplash)

“La juzgo tan eterna como el agua y el aire” (Jorge Luis Borges)

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“Abaporu” é um quadro a óleo, pintado em 1928 pela artista brasileira
Tarsila do Amaral, e foi considerado um dos objectos plásticos mais
importantes do Brasil. O quadro (de 85 cm x 73 cm) foi comprado, em
1995, pelo empresário argentino Eduardo Constantini, presidente
honorário da Fundación Malba. (capmagellan.com)

Estou no Malba (Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires), mais exactamente defronte do “Abaporu”, o pensador que tem uma cabeça pequena e um pé grande. Sou um brasileiro, sou um dândi, um antropófago a querer consumir, digerir a Argentina…

Não, não será assim que iniciarei o meu texto. Estou a misturar o dândi com um turista e também a expor um despeito dos brasileiros quanto aos “Hermanos”. Conflituoso. Este não sou eu.

Não será assim, portanto, que vou iniciar meu texto, recomeço a escrita a partir de um olhar para a literatura na cidade.

Ah! Acordar apalermado por estar numa cidade povoada por tantos fantasmas de escritores a quererem me guiar por ela! Palermo será o meu ponto de partida.

Ateneo Grand Splendor é considerada a livraria mais bonita de Buenos Aires. (Créditos fotográficos: Fotoarena – revistaunquiet.com.br)

Colocar o meu dândi deambulante a “dandinar” pelo Jardín de los Poetas, um pouco mais adentro do Parque Tres de Febrero será um bom começo.

No centro do Parque Tres de Febrero, inaugurado em 1875, também conhecido como “Bosques de Palermo” está o “Jardim dos Poetas” decorado com esculturas dedicadas a escritores famosos internacionais e argentinos, entre eles, William Shakespeare, Dante Alighieri, Federico García Lorca, Alfonsina Storni, Antonio Machado e Jorge Luís Borges. (weboeba.com)

São 26 escritores estatuados a quererem dizer: “Buenas! Buen día!”

Borges, Lorca, Dante, Shakespeare… sendo de mim quase íntimos.

Julio Florencio Cortázar foi um escritor, tradutor e intelectual argentino. Sem
renunciar à nacionalidade argentina, ele optou por adquirir a nacionalidade
francesa, em 1981, em protesto contra a ditadura militar argentina.
(gaceta.udg.mx)

Passear entre as rosas do Rosedal, ver os patos e as pérgolas, sentar-me num banco e desfrutar da plenitude de uns bons ares.

“Si! Estoy en Buenos Aires!” Não o digo sendo neófito, essa foi a minha casa ocasional por, pelo menos, oito anos e houve ainda outras vindas, particularmente à cidade.

“Adelante! Pués…”: Há que se rever tudo aquilo que se via e se revia. Ir de novo a todo lugar que se ia.

Dizia o Cortázar, a quem chamo Julio por um atrevimento íntimo: “Os verdadeiros escritores são como caracóis: carregamos a nossa casa nas costas.” A recordar o Julio, não será pela Avenida Nueve de Julio que o encontrarei.

(Direitos reservados)

Sigo para a rua que leva o seu nome, aquela mesma que corta a Artigas, uma BA1 que terá sido muito minha, das antigas. A “calle” contém o Bar Rayuela (“rayuela” é o jogo da amarelinha, em Espanhol, e um livro seu). Avanço de pulo em pulo para, por fim, me deliciar: ouvir jazz num lugar que tem flores na janela e nas mesas.

Rayuela Bar Café: Se ainda vivesse no terceiro andar do número 3246 da calle Artigas, Julio Cortázar teria uma vista privilegiada deste café de esquina, onde o jazz rola suave ao fundo, sendo a senha do wi-fi a sua data de nascimento. (Créditos fotográficos: Cecilia Angiocchi – airesbuenosblog.com)

Airoso, não afeito aos blues. Evito o álcool, essas flores do mal2 para não entrar num clima de Baudelaire cercado de uma tal sensual plateia. Medeia amedronta-me: será ela quem me serve um capuccino, não a olho, me  ponho cabisbaixo como um capuchinho, deixo-a despejar o café na chávena com as suas unhas pintadas de um esmalte escarlatíssimo. Ela zumbe alguma coisa com a colega. Ambas falam alto, maquilham-se muito, são irrequietas, são argentinas.

Palacio Barolo, na Avenida de Mayo, em Buenos Aires.
(Créditos fotográficos: Gabriel Ramos – Unsplash)

Cientes de que ali estava um escritor, fã do Julio, desaparecem, deixam-me entregue ao meu verbo pensante.

Há que se retomar a busca dos fantasmas dos escritores. Decido então me embebedar de Dante. Dantes nem tinha pensado em ir ao Palacio Barolo, mas o despertar de uns desejos incomunicáveis naquele bar levou-me ao Hades3 e ao Nirvana4, o edifício viria a calhar para redimir-me.

Alcanço a Avenida de Mayo (ah! os maios primaveris de BA e a lembrança das Mães na Praça de Maio5, quanto ainda me recordo disto!). Daí, entro no palácio idealizado por um tal Barolo, leitor contumaz da “Divina Comédia”6. O subsolo e o andar térreo levam ao Inferno. Partindo de lá, o que vai até o quarto andar é Purgatório, bom para se purgar, desvencilhar-se das pulgas do desejo. Depois, por uns andares mais, descansa-se. Já o que vai dos andares 14.º ao 20.º é uma ascensão ao Paraíso.

Barolo, ao constatar que o livro dantesco tem 24 cantos e estrofes, somou mais quatro andares ao edifício para, no final, lá em cima, encontrarmos um farol que à noite ilumina a “ciudad”. Mas era dia. Lá do alto, a vista não é comedida, é divina.

Vista superior da entrada San Martín da Galería Güemes, em Buenos Aires.
Edifício “art nouveau”# do arquitecto italiano Francesco Gianotti, concluído
em 1914. (commons.wikimedia.org)

A minha comédia prossegue: sigo para outro céu7. A propósito, este é o nome de um conto do Julio. Trata-se da Galería Güemes. O Julio Cortázar adorava essa galeria – era um dândi “underground” –, bem como as outras galerias. Todas levavam-no ao inesperado, ao insólito: o que dizer de um personagem do livro “Todos os Fogos o Fogo” que entra por ela e sai no bairro da Ópera em Paris?!

(Direitos reservados)

Nada a estranhar porque BA tem mesmo uma mania de “parisiar-se” a cada esquina.

Nesta galeria, viveu por um tempo o Exupéry8 que voava de dia e à noite escrevia o seu “Voo Nocturno”. Então vejamos o apartamento onde ele morou quando era piloto, funcionário de uma empresa aérea, a ter na sua solidão apenas as conversas com o Pequeno Principe (ou o Principezinho).

Terá ele tido dificuldades de encontrar uma rosa em Buenos Aires? Viu uma raposa ladina e assustou-se? Sabe-se lá! Era um solitário em BA, como foram muitos dos  escritores. 

Em seguida, apraz-me seguir para San Telmo, quero espairecer. Ocasionalmente, ocorre-me ter uma espécie de elmo na cabeça quando estou aqui, a sombrear os meus pensamentos. Buenos Aires confere um certo “spleen”. Por isso, choram os bandoneons9, no meio dos seus neóns. Incita à melancolia.

Matías Rubino, bandoneon tango, em Buenos Aires, na Argentina. (Créditos
fotográficos: Jorge Royan – en.wikipedia.org)

É domingo. Na Plaza del Rego, encontro a feirinha de cacarecos, o “Marché aux Puces10 porteño”. Interesso-me por um livro desgastado do Ernesto Sabato. Se fosse um sábado, não o encontraria aqui. Adquiro o “Sobre Heróis e Tumbas”, ainda que eu não tenha planos nenhuns de ir ao Cemitério da Recoleta11 nem sequer ir a nenhum arquivo sobre a ditadura, prometi-me desfrutar de mais óptimos ares.

É bem verdade que o que não falta em BA são ruas e estátuas de heróis e, para quem gosta, tumbas. Mas, os meus heróis para o momento são os escritores. Folheio o livro e descubro que, perto dali, no Parque Lezama – que o nativo ama e os turistas muito desconhecem –, um personagem seu busca refúgio para poder pensar. Aí, senta-se em frente da estátua de Ceres12, que lhe confere alento como alimento para o seu pensar. Boa ideia, vou repeti-lo.

Desconheço o lugar, mas encontro-o. Os meus pensamentos ali divagam sobre Londres e o Brasil. É, pois, natural que, ao sair, me dirija para o Bar Britânico, que fica na Avenida Brasil. Remanso do Sábato.

Muitos artistas e escritores frequentaram o estabelecimento que, desde 1998, entrou para a lista dos “bares notáveis” da cidade de Buenos Aires. (airesbuenosblog.com)

Afinal, peço um café ou uma Qüilmes? Haverão de me inspirar para poder prosseguir este artigo.

Faltam-me palavras, o dândi é um observador silente. Já o escritor é um palavreador. Encontro-me no meio de ambos. Porém, como estou a ser aqui escritor, careço de literatura, de fantasmas de escritores para a minha escrita. Tomo o subte13, atordoa-me a voz barítona das pessoas. Entro num táxi salvífico, o qual me dirige para as margens do rio Riachuelo, não para o Caminito14 – caminho muito estreito com demasiados turistas. Desço defronte de La Perla,  que tem nas suas mesas e no balcão umas plaquinhas que comunicam a nossa posição na nau. Estranhamente, sinto-me mal, como se estivesse a bordo de uma embarcação espanhola nos confins do Novo Mundo.

Confiro que estou sentado na mesa Capitán, cercado de outras com uma “tripulación” que só fala Espanhol. Sinto-me uma espécie de pessoa alienígena, um Fernando15 a gerar um outro eu, desassossegado, irritadiço.

Levanto-me e sigo para a Fundación Proa. Bem sei que tem uma magnifica livraria. Uma vez na proa, não importa o que vai lá atrás na popa. Poupo-me.

Fachada do edifício da Fundación Proa, em La Boca, na cidade de Buenos Aires. (es.wikipedia.org)

Não há quase ninguém, o que me restaura plenamente. Deduzo que preciso de um retiro, parto para o Retiro. Para estar como o Sábato, a ver o tempo passar na torre do relógio, o passar rápido das pessoas ao longe a caminho da estação de comboios, que os levarão para onde há bois.

Tivesse eu mais tempo, iria rever Luján16. A Senhora barroca brasileira adornada com um esplendor argentino azulíssimo e que teria escolhido aquele sítio para permanecer. Ou até mesmo rever a Catedral de La Plata. Que maravilha! Quanta “plata” foi precisa para erguer-se uma tal monumental e intimista Canterbury! 

Pobre Argentina a de hoje, já foi tão rica! Inclusive de fé, bem o sabe o Papa. Olho monástico para o Retiro. Diviso o Kavanagh, o edifício que inspirou o Sábato a escrever um personagem que, ao olhá-lo durante a noite, a acender-se uma luz ou outra luz visíveis atravessando as janelas, se indagava: “Quantas solidões há aqui!?”

O Edifício Kavanagh, situado em Buenos Aires, é um ícone da arquitetura “Art Deco” e Racionalista, famoso tanto pela sua estrutura impressionante quanto pela lenda romântica de vingança que o envolve. Inaugurado em 1936, foi durante anos o edifício mais alto da América Latina, com 120 metros de altura. (pt.wikipedia.org)

Contorno a praça, ainda é dia. E logo encontro o Aleph, o Fazedor, o Borges na Calle Maipu, ou seja, o lugar onde ele morava. Os seus olhos não viam lâmpadas, tinham eles a sua própria luz. Vista a casa, dirijo-me para a sua Fundácion, criada pela sua dama de companhia, a Kodama, vizinha da esplendorosa livraria Ateneo.

Há muito do Jorge Luis Borges nela, na Fundación: bengalas, objectos curiosos, ainda que eu não tenha visto por lá o Tigre. Bem, este seria um ser mitológico dele, labiríntico como a ilha que se encontra no rio, mais adiante. Vi os seus manuscritos. Como é que ele “via” as linhas para escrever não sei. Borges não se explica. Como explicar “el viento”? Basta celebrar “su aliento”. O vento é o temperamento do ar a se soltar.

Para não virar uma esponja de ácaros ou um espelho reflector de fantasmas de escritores, decido respirar outros ares, novas aragens.

Indiferente às letras, lá está o Puerto Madero, que vai maturando a cidade, a não mais querer parecer Paris e sim Manhattan.

Diques de Puerto Madero. (Créditos fotográficos: Deensel – pt.wikipedia.org)

Observo o cenário desde a Puente Mujeres, onde Calatrava homenageia tanto a mulher como o tango. A não se esquecer do homem. Sugere um homem a sustentar uma mulher airosa no ar.

E por falar em tango, aquela sucessão de avanços e de recuos, de uma sedução de sim e de não – um “não” não exactamente “não” –, vi uma mulher de cabelos argênteos, sabe-se lá que idade tinha, demasiado maquilhada, argentina. A espreitar o rio, desde a ponte, a aspirar bons ares em pensamentos.

Flagrei o seu momento. Olhou-me com uma similaridade de tango, um viés de não e de sim. Desfantasmada, cheia de vida! Foi assim…

De resto, nada mais se conta. Não terá sido o meu último tango em Buenos Aires.

Aeroporto Internacional de Ezeiza, Buenos Aires. (ezeiza-airport.com)

Antes de seguir para o aeroporto de Ezeiza, passo pelo Café Tortoni e encontro, por mero acaso, Téo António e Leona em visita “a la ciudad”.

Tomámos um café, rodeados de placas alusivas a pensadores fantasmas, habitués do lugar. Contudo, na actualidade, trata-se de um lugar aberto a turistas, descaracterizado de ser um lugar para pensar.

Ainda não somos placas, estamos vivos e, por conseguinte, descrentes de cafés turísticos e de turistas. Prosseguimos a “charla na calzada” em boa hora. Até que me despeço deles por ter de seguir para o aeroporto: “Até já amigos! Até já Buenos Aires! Volto logo!”  

O Obelisco, o Teatro Colón, a livraria El Ateneo acenam, concedem um estrepitoso chamamento de volta. Entendemo-nos em anuência.

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Notas da Redacção:

1 – Abreviação internacional e informal “BA”, muito comum em redes sociais e no turismo para designar a capital argentina.

2 – “As Flores do Mal” (título original “Les Fleurs du mal”) é um livro escrito pelo poeta francês Charles Baudelaire, considerado um marco da poesia moderna e simbolista.

(Direitos reservados)

3 – Como regista a Wikipédia, o reino de Hades, submundo ou mundo inferior na mitologia grega, é a terra dos mortos, o local para onde a alma das pessoas se dirigiria após a morte.

4 – Como também lemos na enciclopédia livre (Wikipédia), todas as religiões indianas afirmam que “o nirvana é um estado de quietude perfeita, liberdade, maior felicidade, bem como a libertação do apego e do sofrimento mundano e o fim do samsara, o ciclo da existência”.

5 – As Mães da Praça de Maio são, como se refere na Wikipédia, uma associação argentina de mulheres que, a partir de 30 de Abril de 1977, iniciaram rondas semanais na Praça de Maio, em Buenos Aires, exigindo informações sobre os seus filhos desaparecidos durante a ditadura militar (1976-1983).

Protesto em 1977 (Créditos fotográficos: Wikimedia Commons /aventurasnahistoria.com.br)

6 – Como elucida a Wikipédia, “A Divina Comédia (em Italiano, “La Divina Commedia”, originalmente “Comedìa” e, mais tarde, denominada “Divina Comédia”, por Giovanni Boccaccio) é um poema alegórico-didascálico, de viés épico e teológico da literatura italiana e mundial, sobre os fundamentos da fé cristã, escrito por Dante Alighieri, no século XIV, e dividido em três partes: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso. 

7 – “O Outro Céu”, conto de Julio Cortázar publicado no livro “Todos os Fogos o Fogo” (de 1966), narra a vida dupla de um homem dividido entre Buenos Aires (nos anos 40) e Paris (em 1870). Através de passagens em galerias cobertas, o narrador viaja no tempo e no espaço, vivendo um romance perigoso em Paris, enquanto mantém uma existência monótona, escapando da lógica e da realidade convencional através do fantástico.

(Direitos reservados)

8 – Antoine de Saint-Exupéry, nascido Antoine-Marie-Roger de Saint-Exupéry, foi um escritor, ilustrador e piloto francês, internacionalmente reconhecido pelo seu livro “Le Petit Prince” (“O Principezinho”), obra universal voltada para todas as idades, sendo um clássico infanto-juvenil com profundas reflexões filosóficas.

9 – O bandoneon é o instrumento principal do tango, conhecido pelo seu som nostálgico, queixoso e emotivo, frequentemente descrito como um “choro”.

10 – O “Marché aux Puces” (“Mercado de Pulgas”) mais famoso e relevante com a designação “Porte” é o Marché aux Puces de Saint-Ouen, localizado na periferia norte de Paris, próximo à Porte de Clignancourt.

11 – O cemitério da Recoleta (em Castelhano “Cementerio de la Recoleta”) é uma famosa necrópole localizada no bairro homónimo na cidade de Buenos Aires.

12 – Ceres, na mitologia romana, é a deusa da agricultura, das colheitas, da fertilidade e do amor maternal, correspondendo à grega Deméter.

13 – “Subte” é a forma abreviada de “subterráneo” (subterrâneo) e refere-se ao sistema de metropolitano de Buenos Aires.

14 – As margens do rio Riachuelo, especificamente no bairro de La Boca, em Buenos Aires, são o cenário histórico e geográfico onde se encontra o famoso Caminito, mas representam uma área maior e mais complexa do que apenas a rua turística.

(templariodemaria.com)

15 – O “Livro do Desassossego” é uma das maiores obras de Fernando Pessoa. É um livro fragmentário assinado pelo semi-heterónimo Bernardo Soares.

16 – A história de Nossa Senhora de Luján, a padroeira da Argentina, é uma fascinante ponte barroca entre o Brasil colonial e o Rio da Prata, adornada por um esplendor azul que simboliza a nação argentina.

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07/05/2026

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Lúcio Marques Ferreira

Lúcio Marques Ferreira Filho é um brasileiro com ascendência portuguesa. Nas suas próprias palavras, “herdou do pai não apenas o nome, mas também uma inusitada situação cultural e idiomática: soa excessivamente português para ser brasileiro e excessivamente brasileiro para ser português”. Escritor tardio, publicou aos cinquenta anos o livro de contos “Êxodos, Encontros e Desencontros” (Funalfa Edições, em 2004), a que se seguiu o livro de crónicas “Cidades Visíveis” (Martyria, em 2021). A obra “Cá entre Nós” é o seu primeiro romance (Imprensa Nacional Casa da Moeda, em 2025). Com a rubrica “Flanar é preciso!”, Lúcio Marques Ferreira assume-se como “um marinheiro que estará a contar estórias, aportando com bandeiras filosóficas, sociológicas, antropológicas e identitárias, que não foram deixadas de lado no mastro da nau”.

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